O deputado federal Hildo Rocha afirmou que decidiu assinar o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master devido à gravidade das suspeitas que envolvem autoridades de diferentes esferas do poder público, incluindo integrantes do Judiciário e do Legislativo.
Segundo o parlamentar, ele normalmente evita assinar requerimentos de CPI, por entender que a investigação de crimes cabe à Polícia Judiciária. No entanto, no caso do Banco Master, Rocha avalia que há indícios de envolvimento de autoridades que integram a cúpula do sistema de Justiça brasileiro, o que, em sua visão, justifica a atuação direta do Congresso Nacional.
Hildo Rocha citou suspeitas de participação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), senadores, deputados federais, governadores e prefeitos — inclusive de capitais — em um rombo estimado em cerca de R$ 47 bilhões. Para o deputado, diante da dimensão do caso e da quantidade de autoridades supostamente envolvidas, a CPMI é o instrumento adequado para apurar os fatos com transparência.
O parlamentar defendeu que a comissão sirva para esclarecer todas as dúvidas e expor eventuais esquemas de corrupção, garantindo que a população tenha acesso às informações. “É preciso tirar tudo debaixo do tapete”, afirmou.
De acordo com Hildo Rocha, o pedido de criação da CPMI do Banco Master já foi protocolado no Congresso Nacional. Ele manifestou a expectativa de que a comissão seja instalada ainda no primeiro trimestre de 2026 e que as investigações resultem na responsabilização dos culpados e na absolvição dos inocentes.

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