Na política de Primeira Cruz, há quem diga que as convicções têm prazo de validade. Ninguém personifica essa mudança de rota melhor do que a atual Secretária de Assistência Social, Célia Malheiros. Quem acompanhava a sua trajetória como vereadora de oposição, sempre pronta a subir na tribuna para vociferar contra gastos públicos que considerava superfaturados, hoje observa uma mudança impressionante. Ao se tornar peça-chave na gestão do Dr. Guilherme, Célia trocou o microfone da denúncia pela caneta que autoriza pagamentos vultosos.
*O Contraste do Legado*
Célia é filha do saudoso finado Filó, um vereador que deixou um legado de integridade e honestidade que ainda é reverenciado por muitos no município. No entanto, a população questiona: como a filha de alguém com reputação tão ilibada passou a chancelar, sem o mesmo rigor fiscalizatório que ostentava no passado, contratos que drenam os cofres da Secretaria que comanda sob a administração do Dr. Guilherme?
*Onde o Dinheiro é Investido?*
A atual gestão do Dr. Guilherme transformou o Centro de Convivência (CRAS) no centro das atenções. Sob a tutela da secretária Célia Malheiros, a empresa VJ MIGUEL ENGENHARIA LTDA tornou-se protagonista. Os documentos oficiais são claros e revelam um volume de recursos expressivo para reformas no local.
Somando apenas as três medições registradas nos ofícios apresentados, o montante destinado a supostas obras no Centro de Convivência atinge a cifra de *R$ 125.655,44*, detalhados da seguinte forma:
*1ª Medição: R$ 89.706,58*
*3ª Medição: R$ 3.774,19*
*4ª Medição: R$ 32.174,67*
*Realidade x Gastos*
O que torna os números ainda mais estarrecedores é o fato de que o Centro de Convivência funciona em uma casa alugada, com instalações extremamente simples. O montante de mais de R$ 125 mil investido em reformas supera, por larga margem, o valor de mercado do próprio imóvel. É um contraste gritante: a gestão municipal despeja somas vultosas em um prédio que, fisicamente, não condiz com tamanha despesa. Essa disparidade levanta suspeitas graves sobre a necessidade e a precificação de cada serviço. Seriam estas reformas justificadas pela gestão do Dr. Guilherme, ou seriam apenas uma forma de manter a engrenagem política girando a um custo que a população de Primeira Cruz desconhece?
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