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Campanha de prevenção à Aids é lançada no site da Câmara de São José de Ribamar


Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta para prevenção de doenças

Na última terça-feira (29/12), o Ministério da Justiça iniciou campanha publicitária para prevenção de acidentes. O objetivo é alertar os cidadãos sobre os riscos da imprudência ao volante nas rodovias brasileiras nesta época de festas de final de ano e de férias de verão.

A Câmara Municipal de São José de Ribamar (CMSJR) aderiu ao movimento nacional do “Dezembro Vermelho” em prevenção ao HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST ‘s), que alerta para importância do diagnóstico precoce e tratamento das doenças, e reforça a necessidade do uso de preservativos (masculino ou feminino), como uma das formas de prevenção às doenças.

Este ano, enfoque tem como tema “Bora Combinar? O rolê não pode parar”, com foco no estímulo à utilização de várias formas de prevenção para além do uso do preservativo. Durante todo o mês, a campanha será veiculada nos canais de comunicação da Casa (site e redes sociais).

A campanha é uma sequência ao Dia Mundial Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro. A iniciativa surgiu em 1987, quando a ONU criou a campanha e, em 1991, a fita com a cor vermelha, que deu nome ao Dezembro Vermelho, foi criada por artistas de Nova York, para lembrar a luta contra o HIV e transmitir compreensão, solidariedade e apoio a quem vive com o vírus. No Brasil, o projeto foi adotado em 1988.

“É preciso conscientizar”

A presidente da Câmara, Francimar Jacinto (PL), destaca a importância da campanha de conscientização, em cima de doenças que ainda continuam matando, como a Aids, além de enfatizar o uso de preservativo. Ela ressaltou ainda que a campanha pretende desconstruir o estigma em torno da doença, por meio de uma abordagem acessível do tema.

“Cabe ao poder público oferecer à população não só o acompanhamento médico, mas também a informação. O objetivo da campanha é promover, de maneira fluida e natural, o diálogo sobre um tema que, infelizmente, para alguns ainda é tabu. O cidadão precisa compreender que saber e tratar é o que lhe permite levar uma vida saudável. Desmistificar os mitos em torno da infecção pelo HIV é essencial para um efetivo combate ao preconceito”, frisou.

HIV/Aids no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 920 mil brasileiros vivem com HIV. Deste total, 89% foram diagnosticados, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas que fazem o tratamento já não transmite o HIV, por terem atingido a carga viral indetectável.

Os indicadores do Boletim Epidemiológico HIV/Aids do Ministério da Saúde, publicado em 2020, mostraram que, no Brasil, os homens predominam os casos de infecção com 69,4%, contra 30,6% em mulheres. O que indica 26 homens para cada dez mulheres infectadas.

De acordo com boletim, verificou-se que 51,6% dos casos em homens foram decorrentes de exposição homossexual ou bissexual, 31,3% heterossexual e 1,9 % se deram entre os usuários de drogas injetáveis. Já entre as mulheres, foi identificado que 86,6% dos casos são resultantes da exposição heterossexual e 1,3% entre usuárias de drogas injetáveis.

Em faixa etária, o grupo mais afetado pela doença é o de pessoas que possuem entre 20 e 34 anos, representando 52,7% dos casos.

Doença – A Aids é causada pelo pelo HIV (vírus da imunodeficiência adquirida), que ataca o sistema imunológico e deixa o organismo vulnerável a doenças. Ser portador do vírus, porém, não é a mesma coisa que ter Aids, pois muitos soropositivos vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas podem ser transmissores do vírus para outras pessoas. Por esse motivo, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Prevenção – Segundo orientações dos órgãos de saúde, as medidas mais indicadas para a prevenção de ISTs são o uso de camisinha do começo ao fim da relação sexual; nunca utilizar o mesmo preservativo por mais de uma vez; não compartilhar objetos perfuro-cortantes, como seringas e agulhas e no caso de gestantes, realizar os testes de sífilis e Aids, prevenindo e evitando a transmissão das doenças ao feto.

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